Durante meses, o jornalismo português só teve olhos para a covid. A morte de um cidadão ucraniano em Março às mãos do SEF mereceu pouco mais do que umas breves referências.
Entretanto, mais de oito meses depois, “desenterrou-se” o processo, que se tornou também político. E a estremunhada imprensa, acordada do seu prolongado sono, lançou-se agora furiosamente à “caça” da viúva do ucraniano, com todas as “ferramentas” que mostram o lamaçal por onde se anda a enterrar.
O DN relata como tem sido o cerco: “Oksana Homeniuk diz-se ‘muito pressionada’ por equipa da RTP que foi à Ucrânia. Outro canal ligou-lhe, conta ao DN, a dizer que se der a entrevista a um tem de dar a todos. Viúva de cidadão ucraniano considera-se alvo de ‘atenção exagerada’ e pede a jornalistas que dirijam atenção para processo.”
Ao pé disto - e estou a lembrar-me do filme do Coppola -, os vampiros são um primor de dignidade e cortesia perante as suas vítimas.
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